Data: 17/08/2020 - Professora: Adriana Costa - Disciplina:Língua portuguesa - Conteúdo: Interpretação de texto e produção de texto:Descrição

    "Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Receba essa herança, honre-a,acrescente a ela e, um dia,fielmente,deposite-a nas mãos de seus filhos".(Albert Einstein)                                                                                                              

     Bom dia! Prezados alunos iniciamos hoje o terceiro bimestre de nossas aulas remotas,faço votos de encontrá-los com saúde e disposição para os estudos,sei que todos preferem estar juntos  em sala de aula mas, no momento isso não é possível,então, façamos o melhor nesse momento!                                                                                                                                              Orientações:                                                                    *Houve algumas modificações em nossos conteúdos,agora teremos uma semana interpretação de texto e produção de texto e na outra semana gramática e livro literário.

              *Leia com atenção as orientações deixadas antes de cada atividade,faça cabeçalho completo com letra legível.

         *Tire as dúvidas antes de responder as atividades no grupo, pois, a dúvida de um pode ser de outro também

         *Envie as atividades no particular dentro do horário de aula, ou seja, das 07:00 ás 11:00 E das 13:00 ás 17;00. 

         Leia o texto abaixo e a seguir copie a interpretação e responda.

Sua presença em minha vida foi fundamental 

          Engraçado, eu não tenho um professor inesquecível. Tenho muitos professores inesquecíveis. A primeira professora que minha memória grava não tinha carinho comigo. Botava todos os meninos branquinhos no colo, mas a mim, não. Um dia, sentei no colo dela por minha conta e ela me botou no chão. (Deve ser por isso que até hoje sou maluco por colo feminino...) Era uma escola particular, papai não tinha como pagar as mensalidades, era o patrão dele quem pagava. Vai ver, daí vinha minha falta de prestígio com a professora. Devia ter esquecido o nome dela, mas não esqueci. Ela se chamava Dulce, mas não era nada doce.

          Felizmente, não fiquei muito tempo nessa escola, mas, por causa dela, vim vindo pela vida curtindo uma enorme carência afetiva. Que consegui transformar em desenhos, livros, peças de teatro, logotipos, cartazes e ilustrações – tudo a preços módicos. (Pelo menos no início. Agora, depois da fama, a preços mais condizentes. Com a fama...)

          Minha segunda professora marcante foi dona Glorinha d’Ávila, mãe do poeta e escritor mineiro João Ettiene Filho. Ela era discípula de Helena Antipoff, que revolucionou o ensino básico de Minas na década de 40. Dona Helena percebeu logo que não dava pra mudar a cabeça das professoras mineiras, que tinham ainda penduradas na parede da sala de aula as assustadoras palmatórias. Então, formou 150 jovens idealistas e as espalhou por Minas Gerais, com a missão de mudar a escola por dentro. Uma dessas jovens era a dona Glorinha, que, entre outras coisas e contra a vontade das velhas professoras do Grupo Escolar e de sua rabugenta diretora, retirou a palmatória furadinha da parede de minha classe. Só mais tarde foi que percebi a luta de dona Glorinha. Que ela venceu. Descobrindo – bem mais tarde – que sua presença em minha vida tinha sido fundamental para que não a perdesse por aí. A vida, digo. Um domingo, fiz a primeira comunhão e não ganhei santinho. Na segunda-feira, ela mandou me chamar na secretaria. “Você fez primeira comunhão ontem, não fez?” Como é, meu Deus, que uma pessoa adulta, tão importante, pôde prestar atenção num menininho pardo fazendo primeira comunhão naquela catedral tão grande? (Pois minha cidadezinha tinha catedral...) Ela aí perguntou: “Você ganhou um santinho de recordação?” Não havia ganho, não. Aí, ela abriu a gaveta, tirou um santinho lindo e escreveu uma dedicatória onde li as palavras “brilhante” e “futuro” que, na hora, não fizeram o menor sentido para mim. Somente um pouco mais tarde descobri que ela sabia tudo da minha vida, vinha me observando no meio de centenas de alunos do velho Grupo e até já havia mandado chamar meu pai pra conversar...

          Engraçado, agora, remoendo essas lembranças, descubro que tive uma professora maluquinha, sim. Foi a Dona Glorinha d’Ávila, tão pequeninha, tão frágil, tão bonitinha...

 

ZIRALDO. Sua presnça em minha vida foi fundamental.

Nova Escola, São Paulo: Ed. Abril, set. 1988.

 

1) Releia o trecho a seguir, em que Ziraldo refere-se a dona Glorinha.

          Só mais tarde foi que percebi a luta de dona Glorinha. Que ela venceu. Descobrindo – bem mais tarde – que sua presença em minha vida tinha sido fundamental para que não a perdesse por aí. A vida, digo.

a) Nesse trecho, quando o narrador diz “para que não a perdesse por aí”, ele refere-se à professora ou à vida?

b) Em sua opinião, o que ele quis dizer com essa expressão, fazendo referência à vida?

2) Compare: em que aspectos as professoras Dulce e Glorinha se diferenciam?

3) O narrador, ao contar com detalhes os fatos relacionados às professoras Dulce e Glorinha, também as descreve? Justifique sua resposta.

           Copie o conceito de descrição e a seguir escreva seu texto seguindo a orientação. 

Produção de Texto : Descrição

 importantes em vários gêneros textuais.

          Em um conto, por exemplo, por meio da descrição, o autor apresenta as características do lugar, dos personagens e de tudo o que é importante para a criação do clima da narrativa: imagens, sentimentos etc. Assim, ele cria expectativas e “prende” o leitor à história, envolvendo-o na trama.

          Um texto pode ser mais descritivo ou mais narrativo. O tipo de texto dependerá da intenção de seu autor.

          Se você tiver de fazer uma descrição de um ambiente, por exemplo, não basta dizer que o ambiente é “feio” ou “bonito”: é preciso dar detalhes do lugar para que o leirtor consiga imaginá-lo.

          E, para que você não se perca ao escrever, faça um plano ou um pequeno esquema. Quando estiver sem ideias, escreva tudo o que vier ao pensamento. Depois, selecione o que você achou mais interessante. Em seguida, coloque as frases em ordem e desenvolva em um parágrafo cada uma das ideias selecionadas.

          O foco narrativo é a perspectiva por meio da qual o narrador conta um fato, uma história ou um acontecimento.

          Se o narrador permanece “do lado de fora” e não participa dos fatos relatados, o foco narrativo é em terceira pessoa.

          Se o narrador torna-se também um personagem, assumindo a condição de narrador protagonista ou narrador coadjuvante, o foco narrativo é em primeira pessoa.

Produção de Texto

          Assim como Ziraldo relata sobre seus mestres inesquecíveis na leitura de hoje, faça você também um relato de memórias. Fale sobre o momento em que você está na escola, descreva seu professor, indicando suas características, seu jeito de ser e como são suas aulas.

 


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